segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ANOTAÇÕES




Procure por assunto:


A 
Pg. 01 ab - ABORTO 
           ac - ANTICRISTO
           ad - ADORAR, ADORAÇÃO
           al - ALMA
           an - ANJO
           ap - APOLOGIA, APOLOGÉTICA
           ar- ARCA DA ALIANÇA
           as- APÓSTOLO
           at - ALTAR
           au - AUTORIDADE, AUTORIZAR
            av - ADVENTISTA
Pg. 02 av - ADVENTISTA - (Nuvem3 - A profetisa)




           bt - BATISTAS
           bu - BUDA, BUDISMO, BUDISTA

C
Pg. 06 cd - CÓDIGO
           ce - CELIBATO, CELIBATÁRIO
           cn - CONSOLAÇÕES


D
Pg. 07 dc - DECRETO
           de - DECÁLOGO
           di - DIOCIONÁRIO
           dm - DEMÔNIO
           do - DOMINGO

E
Pg. 07 ec - ENCICLOPÉDIA
           ep - ESPIRITISMO
           er - ESCRAVIDÃO
           es - ESPÍRITO SANTO
           et - ESTATÍSTICA
           eu - EUCARISTIA, EUCARÍSTICO
           ev - EVANGELHO, EVANGÉLICO


           hn - HINO
           ho - HOMOSSEXUALISMO, HOMOSSEXUAL
           ht - HITLER

I
Pg. 13 id - INDULGÊNCIA
           if - INFERNO
           im - IMAGEM
           ir - IMPERADORES ROMANOS
J
Pg. 18 jd - JUDEU, JUDAÍSMO
           je - JESUS
           jo - JOÃO BATISTA
           ju - JULGAR, JULGAMENTO, JUÍZO

L
Pg. 18 lc - LUCRÉCIA
            li - LIMBO
           lu - LUTERO, LUTERANO
Pg. 19 lu - LUTERO, LUTERANO - luDESENCANTOS
           lv - LIVRO

M
Pg. 19 ma - MARIA
Pg. 20 ma - MARIA - maCASA DE NAZARÉ
            mi – MISSA
            milages - Ver "si - SINAIS"
            mo - MAOMÉ
            mp - MAPA
            mr - MERECER, MERECIMENTOS
            mt - MITO, MITOLOGIA
            mu - MUÇULMANO


            on - ONISCIÊNCIA, ONISCIENTE
            or - ORAR, ORAÇÃO

P
Pg. 24 pa - PAPA, PAI
Pg. 25 pe - PECADO
           pu - PURGATÓRIO

R
Pg. 25 re - REENCARNAÇÃO
           rv - REVELAÇÃO

S
Pg. 25 sa - SACERDOTE, SACERDÓCIO
           sc - SACRIFÍCIO 
Pg. 26 si - SINAIS (milagres, prodígios e portentos)

           sl - SALVAÇÃO
           st - SANTO, SANTIDADE
           su - SANTO SUDÁRIO

T
Pg. 26 tr - TRADIÇÃO

V
Pg. 27 va - VATICANO
           ve - VERDADE
           vd - VIDA ETERNA
           vi - VINHO
           vs - VISÃO BEATÍFICA DE DEUS

W
Pg. 27 we - WETTE



NÃO DEIXEM DE CONSULTAR TAMBÉM O 

EXORCISMO - POR QUE O DEMÔNIO TEME MAIS A MARIA QUE A JESUS?


Roma, 18 Mai. 11 / 02:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- 

O Pe. Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma (Itália) e um dos mais conhecidos do ramo, assinalou à agência ACI Prensa que o agora Beato Papa João Paulo II se converteu, nos últimos anos, em um poderoso intercessor na luta contra o demônio.



O Pe. Amorth tem 86 anos de idade e 70.000 exorcismos em seu experiência. O primeiro que disse na entrevista é que "o mundo deve saber que Satanás existe".



Em seu pequeno e singelo escritório na zona sudeste de Roma onde realizou milhares de exorcismos, o sacerdote contou que às vezes invoca a ajuda de Santos homens e mulheres, entre os quais destaca João Paulo II, beatificado pelo Papa Bento XVI no último passado 1º de maio em Roma ante um milhão e meio de fiéis.



Durante os exorcismos, contou o sacerdote à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, "perguntei ao demônio mais de uma vez: ‘por que João Paulo II te dá tanto medo?’ E tive duas respostas distintas, ambas interessantes".

"A primeira foi: ‘porque ele desarmou meus planos’. E acredito que com isso se refere à queda do comunismo na Rússia e na Europa do Leste. O colapso do comunismo".

"Outra resposta que o demônio me deu foi ‘porque arrebatou a muitos jovens de minhas mãos’. Há muitos jovens que, graças a João Paulo II, converteram-se. Talvez alguns já eram cristãos mas não praticantes, e logo com João Paulo II voltaram para a prática".


Ao ser perguntado sobre o intercessor mais efetivo de todos, o Pe. Amorth respondeu à ACI Prensa sem duvidar: "é obvio que a Virgem é a mais efetiva. E quando é invocada como Maria!"




"Uma vez perguntei a Satanás. ‘mas por que te assusta mais quando invoco a Nossa Senhora que quando invoco a Jesus Cristo?’ Respondeu ‘porque me humilha mais ser derrotado por uma criatura humana que ser derrotado por Ele".



O sacerdote disse também que é importante a intercessão dos que ainda vivem através da oração. Os cristãos podem rezar pela liberação de uma alma, um dos três elementos que ajudam neste processo aos que se somam a fé e o jejum.



"O Senhor deu (aos Apóstolos) uma resposta que também é muito importante para nós os exorcistas. Disse que para vencer o demônio se necessita muita fé, muita oração e muito jejum: Fé, oração e jejum".



O Pe. Amorth disse ademais que na luta contra o demônio é necessária "especialmente a fé, necessita-se muita fé. Muitas vezes também nas curas, Jesus não diz no Evangelho sou eu quem te curei. Diz, no entanto, você está curado por sua fé. Quer fé nas pessoas, uma fé forte e absoluta. Sem fé não pode fazer nada".



O sacerdote membro da Sociedade de São Paulo explicou logo à ACI Prensa que "o diabo e os demônios são muitos e têm dois poderes: os ordinários e os extraordinários".




"O poder ordinário é a capacidade de tentar o homem para distanciá-lo de Deus e levá-lo ao inferno. Esta ação se realiza contra todos os homens e as mulheres de todo lugar e religião".

Sobre os poderes extraordinários, o Pe. Amorth indicou que estes se concentram em uma pessoa específica e existem quatro tipos:

"A possessão demoníaca para a qual se requer um exorcismo, o vexame demoníaco, como o que sofreu em reiteradas ocasiões o Santo Padre Pio de Pietrelcina que era golpeado fisicamente pelo demônio; as obsessões que levam a pessoa ao desespero; e a infestação, que é quando o demônio ocupa um espaço, um animal ou inclusive um objeto".

O sacerdote alertou que estes fatos são pouco freqüentes mas estão em aumento. Também manifestou à nossa agência ACI Imprensa sua preocupação pela cada vez maior quantidade de jovens que são afetados por Satanás através das seitas, as sessões de espiritismo e as drogas. Apesar disso não se desalenta.

"Com Jesus Cristo e Maria, Deus nos prometeu que nunca permitirá tentações maiores que nossas forças", assinalou.

Finalmente na entrevista o Pe. Amorth propôs uma breve guia a ser tomada em conta na luta contra Satanás:

"As tentações do demônio são vencidas sobretudo evitando as ocasiões, porque o demônio sempre procura nossos pontos mais fracos. E logo, com a oração. Nós os cristãos temos uma vantagem porque temos a Palavra de Deus, temos a oração e podemos rezar ao Senhor", concluiu.

NOTA: - Copiei este depoimento encontrado em um comunidade evangélica do ORKUT. Não me lembro o nome dessa comunidade e jamais consegui entrar em contato com seu autor e também não se encontra mais ali seu registro. Só disponho da cópia que fiz. Refere-se à intervenção de Nossa Senhora Aparecida em um ataque furioso do anjo das trevas. Eis aqui o que copiei (conservo a cópia tal qual a copiei com com erros gráficos):

NOSSA SENHORA APARECIDA - EXPULSA DEMÔNIO - TESTEMUNHO DE EX-EVANGÉLICO QUE PRESENCIOU A EXPULSÃO DO DEMÔNIO COM A IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA E A RECITAÇÃO DA AVE-MARIA

Este é o testemunho do ex-evangélico Cleber (*) (por favor leia a nota no rodapé deste artigo) que presenciou a fuga do Demônio ante à estampa de Nossa Senhora Aparecida e pela simples recitação da Ave-Maria:

TESTEMUNHO

♥ஜ♥ Paty "Cleber, quando você tiver a oportunidade de ver alguém possuído, tenta expulsar o demônio em nome de Maria, ele vai rir de você...”.

Cleber: - Já vi muito, só não sei se era verdade, né? Desde pequeno vi essas manifestações na minha igreja (**), e hoje creio que a grande maioria se não a totalidade era apenas auto-sugestão, ou problema mental, ou ate mesmo combinado. Porque o dia que eu vi de verdade, minha querida, pode apostar que não tem nada a ver com essas manifestações teatrais que tem dentro de algumas igrejas. O negocio e sério, e pavoroso. Eu não ia falar sobre isso, mas agora acho necessário. Eu já havia comentado que Maria operou um grande feito em meu irmão e depois em meu sobrinho. E na época éramos todos evangélicos, menos meu irmão que estava desviado. Estávamos em casa, eu, meu pai e minha mãe, e meu irmão que se arrumava pra sair. Ele ia a uma festa. Meus pais pediram pra ele não ir, mas disse que ia assim mesmo. Eu tentei falar com ele, mas não adiantou. Era uma festa tipo dessas de rock pesado. (não tenho nada
contra festas nem contra rock). Mas meu irmão andava dando idéia e ouvidos pra uma garota que andava com ele e que tentava explicar para ele que Deus não existe. E ele andava lendo uns livros sobre isso, e meus pais estavam muito chateados. Bom, meu irmão saiu. Passados alguns minutos ele voltou. Ao ouvir o barulho do portão minha mãe falou “graças a Deus ele se arrependeu e não vai mais”. Mas ele apenas tinha esquecido a carteira. ao sair de novo, escutamos ele gritando, e corremos pra lá, e em frente a porta da sala, ficamos todos chocados.  

O corpo dele era arremessado a uma altura e depois caia no chão, e era arremessado de novo e caia de novo, eu e meu pai tentamos segurar e eu fui jogado contra a porta, não por meu irmão, pois eu não consegui nem tocar nele. O pastor chegou e começou a orar e a expulsar o demônio, mas era mesma coisa de nada, chegaram mais dois pastores e todos nos orávamos e não adiantava. Meu irmão já estava muito machucado, 

♥ஜ♥ Paty: "Nossa... mais você acha que Maria que operou o milagre ou Jesus? Você diz que foi Maria... sei que isso acontece Cleber... mais eu não creio q Maria possa operar milagre algum porque é nas mãos de Jesus que está todo o Poder... mas, como te falei, cada um com sua fé... a minha fonte de fé é a palavra de Deus... a paz do Senhor...”

♥ஜ♥ Paty: “Mais gloria a Deus que seu irmão foi liberto”... Glórias a Deus... a Paz do senhor... “

Cleber: Aí chegou uma vizinha nossa, católica, e trouxe um papel com Nossa Senhora Aparecida, e falou pra minha mãe pedir pra Maria, por que ela e mãe e ia ajudar a minha mãe. O pastor mandou a mulher ir embora, mas minha mãe no desespero pegou o papel, e deixou a vizinha rezar a ave Maria. Ficamos confusos e calados e ela rezando, Estávamos atônitos, inclusive os pastores. Meu irmão começou a falar mal da mulher de coisas obscenas, e falava assim: “não fale o nome dessa... não fale o nome dessa.....
Em questão de 5 minutos, tudo se acalmou, meu irmão correu e se agarrou com minha mãe, ele não soltava o papel com nossa senhora que a vizinha trouxe. Nós o levamos pro hospital. Ele perdeu todos os dentes da boca, não sobrou nem os de traz.
Durante um bom tempo, minha mãe teve que dormir com ele, e ficar no banheiro com ele pra tomar banho. Ele dizia que via o fulano andando pelo quarto dele, e que só quando rezava ave Maria ele ia embora. O pastor nos orientou a não falar sobre o caso e se falássemos que não fosse tocado na parte de nossa senhora.  

Meu irmão hoje e devoto fervoroso de nossa senhora aparecida, ele nem meus pais não gostam de tocar no assunto. 

O assunto e meio proibido na família. Mas eu hoje tenho certeza que presenciei uma manifestação do mal, e a autoridade de Maria sobre ele. Não era nada de auto sugestão, nem coisa do tipo. Mas essas coisas só mesmo quem presencia assim acredita. 

Mas Paty, eu tenho certeza que o demônio treme ao ouvir o nome de Maria.




(*) - Se alguém conhece o Cleber, ou se ele mesmo tomar conhecimento deste artigo, gostaria que entrasse em contato comigo (oswpgarcia@hotmail.com) para informar:
1. Data do acontecimento; 2. Local e endereço onde o fato aconteceu; 3. Nome dos pais e da vítima; 4. Nome dos pastores em vieram em seu socorro; 5. Nome e endereço da vizinha que acorreu com a estampa de Nossa Senhora Aparecida; 6. Nome da igreja evangélica a que pertencia a família.

(**) - Igreja Evangélica.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A VERDADEIRA CAUSA DA RENÚNCIA DE BENTO XVI



O Papa das Renúncias

... 


"Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender as 8h da manhã quando te acordam para dizer em poucas palavras: “Daniel, o papa renunciou.” Eu apressadamente contestei: “Renunciou?”. A resposta era mais que óbvia, “Renunciou, Daniel, o papa renunciou!”.

O papa renunciou. Assim amanheceu escrito em todos os jornais, assim amanheceu o dia para a maioria, assim rapidamente alguns tantos perderam a fé e outros muitos a reforçaram. Poucas pessoas entendem o que é renunciar.


Eu sou católico. Um de muitos. Desses que durante sua infância foi levado à missa, cresceu e criou apatia. Em algum ponto ao longo da estrada deixei pra lá toda a minha crença e a minha fé na Igreja, mas a Igreja não depende de mim para seguir, nem de ninguém (nem do Papa). Em algum ponto da minha vida, voltei a cuidar da minha parte espiritual e assim, de repente e simplesmente, prossegui um caminho no qual hoje eu digo: Sou católico. Um de muitos sim, mas católico por fim. Mas assim sendo um doutor em teologia, ou um analfabeto em escrituras (desses que há milhões), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de provocações e orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre sendo Papa. Por isso hoje quando acordei com a notícia, eu, junto a milhões de seres humanos, nos perguntamos “por que?”. Por que renuncia senhor Ratzinger? Sentiu medo? Sentiu a idade? Perdeu a fé? A ganhou? E hoje, 12 horas depois, creio que encontrei a resposta: O senhor Ratzinger renunciou toda a sua vida.

Simples assim.

O papa renunciou a uma vida normal. Renunciou ter uma esposa. Renunciou ter filhos. Renunciou ganhar um salário. Renunciou a mediocridade. Renunciou as horas de sono pelas horas de estudo. Renunciou ser só mais um padre, mas também renunciou ser um padre especial. Renunciou preencher a sua cabeça de Mozart, para preenchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a, tendo 85 anos, estar aposentado, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou desfrutar de seu país. Renunciou seus dias de folga. Renunciou sua vaidade. Renunciou a defender-se contra os que o atacavam. Sim, isso me deixa claro que o Papa foi, em toda sua vida, muito apegado à renuncia.

E hoje, voltou a demonstrar. Um papa que renuncia a seu pontificado quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas nas mãos de alguém maior, parece ser um Papa sábio. Nada é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem seus sacerdotes, nem os laicos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Nada é maior que ela. Mas ser Papa nesse tempo do mundo, é um ato de heroísmo (desses heroísmos que acontecem diariamente em nosso país e ninguém nota). Recordo sem dúvida, as histórias do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como morreu? Sim, em uma cruz, crucificado igual ao teu mestre, mas de cabeça para baixo. Hoje em dia, Ratzinger se despede de modo igual. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado pelos seus irmãos católicos. Crucificado pela sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade que tanto dói entender. É um mártir contemporâneo, desses que se pode inventar histórias, a esses que se pode caluniar e acusar a vontade, que não respondem. E quando responde, a única coisa que faz é pedir perdão. “Peço perdão pelos meus defeitos”. Nem mais, nem menos. Quanta nobreza, que classe de ser humano. Eu poderia ser mórmon, ateu, homossexual e abortista, mas ver uma pessoa da qual se dizem tantas coisas, que recebe tantas críticas e ainda responde assim... esse tipo de pessoa, já não se vê tanto no mundo.

Vivo em um mundo onde é engraçado zombar o Papa, mas que é um pecado mortal zombar um homossexual (e ser taxado como um intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um senhor de 85 anos que quer o melhor para a Instituição que representa, mas lhe indagamos com um “Com que direito renuncia?”. Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Ninguém se sente cansado ao ir pra escola. Ninguém se sente cansado ao ir trabalhar. Vivo um mundo onde todos os senhores de 85 anos estão ativos e trabalhando (sem ganhar dinheiro) e ajudam às massas. Sim, claro.

Mas agora sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que vai sentir falta do senhor. Em um mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, mas que em 50 anos se lembrará como, com um simples gesto de humildade, um homem foi Papa, e quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu partir por amor à sua Igreja. Vá morrer tranquilo senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem um corpo exibido em São Pedro, sem milhares aclamando aguardando que a luz de seu quarto seja apagada. Vá morrer, como viveu mesmo sendo Papa: humildemente.

Bento XVI, muito obrigado por renunciar."

Artigo postado em Aqui Estou.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

DISCURSO DO PAPA NO CONVENTO DE LUTERO




Viagem apostólica à Alemanha


ERFURT, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso que Bento XVI pronunciou hoje em sua chegada ao Augustinerkloster de Erfurt, ao reunir-se com os 15 representantes do Conselho da EKD - Igreja Evangélica Alemã.



Ilustres Senhoras e Senhores!
Ao tomar a palavra, quero antes de mais nada agradecer cordialmente esta oportunidade de nos encontrarmos aqui. A minha particular gratidão vai para Vossa Excelência, amado Irmão Presidente Schneider, que me deu as boas-vindas e, com suas palavras, me acolheu no vosso meio. Com toda a franqueza do seu coração, Vossa Excelência exprimiu abertamente a fé verdadeiramente comum, o desejo de unidade. E nós sentimo-nos felizes ainda porque considero que esta assembleia e os nossos encontros são celebrados também como a festa da fé que temos em comum. Além disso quero agradecer a todos pelo vosso dom de podermos conversar juntos como cristãos aqui, neste lugar histórico.





Para mim, como Bispo de Roma, é um momento de profunda emoção encontrar-vos aqui, no antigo convento agostiniano de Erfurt. Como acabamos de ouvir, Lutero estudou teologia aqui. Aqui foi ordenado sacerdote. Contra a vontade do pai, abandonou os estudos de jurisprudência para estudar teologia e encaminhar-se para o sacerdócio na Ordem de Santo Agostinho. E a incentivá-lo neste caminho não era um pormenor ou outro; o que não lhe dava paz era a questão sobre Deus, que constituiu a paixão profunda e a mola da sua vida e de todo o seu itinerário. «Como posso ter um Deus misericordioso?»: tal era a pergunta que lhe atravessava o coração e estava por detrás de cada pesquisa teológica e de cada luta interior. Para Lutero, a teologia não era mera questão acadêmica  mas a luta interior consigo mesmo, que, no fim de contas, era uma luta a propósito de Deus e com Deus.



«Como posso ter um Deus misericordioso?» O facto que esta pergunta tenha sido a força motriz de todo o seu caminho, não cessa de maravilhar o meu coração. Com efeito, hoje quem se preocupa ainda com isto, mesmo entre os cristãos? Que significa a questão de Deus na nossa vida, no nosso anúncio? Hoje a maioria das pessoas, mesmo cristãs, dá por suposto que Deus, em última análise, não se interessa dos nossos pecados e das nossas virtudes. Ele bem sabe que todos nós não passamos de carne. Se se acredita ainda num além e num juízo de Deus, praticamente quase todos pressupõem que Deus terá de ser generoso e, no fim de contas, na sua misericórdia ignorar as nossas pequenas faltas. A questão já não nos preocupa. Mas, verdadeiramente são assim pequenas as nossas faltas? Porventura não está o mundo a ser devastado pela corrupção dos grandes, mas também dos pequenos, que pensam apenas na própria vantagem? Porventura não é ele devastado por causa do poder da droga, que vive, por um lado, da ambição de vida e de dinheiro e, por outro, da avidez de prazer das pessoas que a ela se abandonam? Não está ele porventura ameaçado por uma crescente predisposição à violência que não raro se dissimula sob a aparência de religiosidade? Poderiam a fome e a pobreza devastar assim regiões inteiras do mundo, se estivesse mais vivo em nós o amor de Deus e, derivado dele, o amor ao próximo, às criaturas de Deus que são os homens? E poderiam continuar as perguntas nesta linha. Não, o mal não é uma ridicularia. Mas não seria forte, se verdadeiramente colocássemos Deus no centro da nossa vida. Esta pergunta que desinquietava Lutero – Qual é a posição de Deus a meu respeito, como apareço a seus olhos? – deve tornar-se de novo, certamente numa forma diversa, também a nossa pergunta, não acadêmica mas concreta. Penso que este constitui o primeiro apelo que deveremos escutar no encontro com Martinho Lutero.
 Depois é importante também isto: Deus, o único Deus, o Criador do céu e da terra, é algo de diverso duma hipótese filosófica sobre a origem do universo. Este Deus tem um rosto e falou-nos. No homem Jesus Cristo, Ele tornou-Se um de nós: verdadeiro Deus e, simultaneamente, verdadeiro homem. O pensamento de Lutero, a sua espiritualidade inteira era totalmente cristocêntrica. Para Lutero, o critério hermenêutico decisivo na interpretação da Sagrada Escritura era «aquilo que promove Cristo». Mas isto pressupõe que Cristo seja o centro da nossa espiritualidade e que o amor por Ele, o viver juntamente com Ele, oriente a nossa vida.

Ora poder-se-ia talvez dizer: Está bem, mas o que é que tudo isto tem a ver com a nossa situação ecumênica  Porventura não será tudo isto apenas uma tentativa de iludir, com uma inundação de palavras, os problemas urgentes onde se esperam progressos práticos, resultados concretos? A respeito disto, respondo: a coisa mais necessária para o ecumenismo é primariamente que, sob a pressão da secularização, não percamos, quase sem dar por isso, as grandes coisas que temos em comum, que por si mesmas nos tornam cristãos e que nos ficaram como dom e tarefa. O erro do período confessional foi ter visto, na maior parte das coisas, apenas aquilo que separa, e não ter percebido de modo existencial o que temos em comum nas grandes diretrizes da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo. Para mim, isto constitui o grande progresso ecumênico dos últimos decênios  termo-nos dado conta desta comunhão e, no rezar e cantar juntos, no compromisso comum em prol da ética cristã face ao mundo, no testemunho comum do Deus de Jesus Cristo neste mundo, reconhecermos tal comunhão como o nosso comum e imorredouro alicerce.
É certo que o perigo de a perder não é irreal. Queria brevemente fazer notar dois aspectos. Nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e continua a mudar. Perante uma forma nova de cristianismo, que se difunde com um dinamismo missionário imenso, por vezes preocupante nas suas formas, as Igrejas confessionais históricas ficam muitas vezes perplexas. Trata-se de um cristianismo de escassa densidade institucional, com pouca bagagem racional, sendo ainda menor a bagagem dogmática, e também com pouca estabilidade. Este fenômeno mundial – que me é continuamente descrito pelos bispos de todo o mundo – põe-nos a todos perante esta questão: Que tem a dizer-nos de positivo e de negativo esta nova forma de cristianismo? Em todo o caso, coloca-nos novamente perante a pergunta sobre o que permanece sempre válido e o que pode ou deve ser mudado, perante a questão relativa à nossa opção fundamental na fé.
Mais profundo e, no nosso país, mais inquietante é o segundo desafio para toda a cristandade; dele quero agora falar-vos: trata-se do contexto do mundo secularizado, em que temos hoje de viver e testemunhar a nossa fé. A ausência de Deus na nossa sociedade faz-se mais pesada; a história da sua revelação, de que nos fala a Escritura, parece colocada num passado que se distancia sempre mais. Porventura será preciso ceder à pressão da secularização, tornar-se moderno através duma mitigação da fé? Naturalmente, a fé deve ser repensada e sobretudo vivida hoje de um modo novo, para se tornar uma realidade que pertença ao presente. Para isso ajuda não a mitigação da fé, mas somente o vivê-la integralmente no nosso hoje. Esta constitui uma tarefa ecumênica central, na qual nos devemos ajudar mutuamente: a crer de modo mais profundo e vivo. Não serão as tácticas a salvar-nos, a salvar o cristianismo, mas uma fé repensada e vivida de modo novo, através da qual Cristo, e  com Ele o Deus vivo, entre neste nosso mundo. Tal como os mártires do período nazista nos aproximaram uns dos outros e suscitaram a primeira grande abertura ecumênica  assim também hoje a fé, vivida a partir do íntimo de nós mesmos, num mundo secularizado, é a força ecumênica mais poderosa que nos reúne, guiando-nos para a unidade no único Senhor. E por isso Lhe pedimos a graça de aprender de novo viver a fé, para assim nos podermos tornar um só.